Canção da Mulher que Virou Barco

  • Obra: Canção da Mulher que Virou Barco
  • Autora: Iracema Macedo
  • Editora: InMediaRes
  • Ano da Publicação: 2017
  • Páginas: 153
  • Avaliação: 5/5

Sinopse

Eu só acreditava em Drummond:
o amor chega tarde
Não conhecia o amor que fulgura sem aviso
esse que se sabe proibido
o amor que já se sabe perdido desde o início
Eu não acreditava no impossível
vinha tão sóbria, tão cheia de medidas
não conhecia o esplendor da queda
nem a violência dos abismos



Canção da mulher que virou barco reúne poemas de Iracema Macedo, poeta nascida em Natal, de feitio e têmpera delicados, dona de muitas facetas. Ora arrebatada e ousada, ora memorialista, Iracema é, acima de tudo, depositária de movimentos, de idas e vindas, de partidas e ancoragens.

Crítica

Saudações, caro leitor! Tudo bem?

Recebi a obra Canção da Mulher que Virou Barco após ser selecionada como parceira da Editora InMediaRes @inmediares_editora.

O livro reúne sessenta e nove (69) poemas, os quais são distribuídos em treze (13) partes que representam os momentos da metamorfose da mulher até se tornar barco: a canção como uma intuição latente, clamando e desenhando opções de escuta; a mulher se definindo, deixando o porto e incorporando novos posicionamentos após experiências e reflexões vividas; o barco como mulher que se transformou ao se permitir percorrer os mares da existência.

Ler Canção da Mulher que Virou Barco é adentrar no oceano particular de Iracema. Um mergulho profundo que nos afoga, mas que do mesmo modo nos permite flutuar. Palavras afiadas que cortam como navalha uma pele já machucada. Palavras delicadas que aguçam sentidos. Uma poesia diferenciada e intelectual.

Gostaria também de deixar registrado que o projeto gráfico do livro é deveras interessante, pois nele nos é possível vislumbrar a viagem e transfiguração da mulher. Adorei, parabéns equipe InMediaRes!

Recomendo a obra, em especial aos amantes de poesia, pois a escrita da autora é perspicaz e refinada.

Luísa

Não sou precisa
nem sólida ou líquida
Sou matéria que hesita
entre muitas feridas
Não sou precisa
não tenho fórmula
não me equaciono
não tenho lógica,
meu caro,
lamento
não tenho siso nem senso
e ando vestida de vento

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2 comentários em “Canção da Mulher que Virou Barco

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